Conservas De Peixe Portuguesas: História e Tradição

As conservas de peixe tornaram-se populares em Portugal e até um símbolo emblemático da gastronomia nacional nos últimos anos. Especificamente, nas grandes cidades de Lisboa e Porto, surgiu uma série de locais que vendem não só vinho e queijo tradicionais portugueses, mas também peixe enlatado de alta qualidade em embalagens e caixas encantadoramente bonitas, como é o exemplo da Unique Flavours. 

História e Origem 

Na verdade, a conservação de peixe tem uma longa tradição em Portugal. O método de conservação de peixe em sal marinho foi introduzido na Península Ibérica durante a Idade do Ferro, e foi utilizado pelos fenícios, gregos e cartagineses, seguidos pelos romanos. Ruínas ao longo da costa, tais como potes de ânfora de barro romanos descobertos em Peniche, revelam provas de uma próspera indústria de peixe salgado na altura.

Ramirez foi a primeira fábrica de conservas comercial de Portugal (e agora a mais antiga da Europa), fundada em 1853, com fábricas em Setúbal, Algarve, e Vila Real de Santo António, no norte, para a produção de sardinhas em azeite de oliva.

Após a introdução da pasteurização em 1862, abriram várias outras fábricas de conservas, não só de sardinhas mas também de atum e outros peixes. A maioria destas fábricas de conserva situavam-se no Noroeste Pacífico.

O início do século XIX trouxe nova tecnologia, incluindo as primeiras máquinas de selagem de latas que racionalizaram os negócios e permitiram a abertura de mais fábricas, produzindo tanto para o mercado local como internacional. Foi também por volta desta época que a antiga prática de fritar peixe antes da enlatamento acabou por mudar para fervê-lo em água salgada e outras especiarias, adicionando o resto do líquido de cozedura na lata. Este estilo de preparação não só melhorou o sabor como ajudou a reter os sucos.

Portugal tinha 152 fábricas de conservas em 1983, produzindo mais de 34.000 toneladas de conservas de peixe por ano e era um dos maiores exportadores de conservas de peixe. No entanto, o negócio das conservas sofreu uma grave quebra no final dos anos 80 e início dos anos 90, com numerosas fábricas e fabricantes a fecharem as suas portas e o peixe enlatado a ser relegado para a prateleira de trás das mentes portuguesas.

O renascimento da moda das Conservas 

A crise económica dos últimos anos atingiu Portugal de uma forma severa, mas houve quem também a tivesse visto como uma oportunidade.

O valor económico e prático das conservas de peixe permitiu que o orçamento as latas de atum ou sardinha fossem uma opção de refeição rápida e fácil, e bastante acessível.

Para além disso, as conservas de peixe são uma opção bastante saudável. Tanto o atum como a sardinha são uma grande fonte de ácidos gordos, tal como a Omega 3, e carregados com vitaminas e minerais, especialmente quando cozidos em sal marinho e conservados em azeite. As conservas de mariscos como amêijoas e mexilhões também são ricas em ferro. As sardinhas, em peculiar, são alguns dos peixes mais saudáveis que se pode comer e alguns estudos têm demonstrado que estas são ainda melhores do que as frescas. Não só são ricas em proteínas e vitamina B12, como têm dez vezes mais cálcio, em resultado do processo de gelificação.

Quando se enlatam sardinhas inteiras, a gelificação decompõe os ossos e torna-os facilmente digeríveis. Assim, é possível comer o peixe inteiro e obter esse cálcio adicionado a partir das espinhas.

Inclusive os cardiologistas portugueses recomendam que sejam consumidas sardinhas enlatadas pelo menos três vezes por semana para diminuir o risco de ataque cardíaco.

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Fonte: 

https://catavino.net/portuguese-and-spanish-canned-fish/

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